'O prazer de misturar cores, cheiros e texturas, já é ancestral. Tradição passada de pais para filhos ao longo das gerações e que chega aos nossos dias para serem saboreadas.'
Materiais Utilizados | Os licores são têm como base aguardente bagaceira e os frutos usados são da Serra da Gardunha. Os sabores que disponho são os seguintes:
Maça Bravo Mofo e Canela, Castanha, Medronho, Dióspiro,
Chocolate,
Mel,
Limão,
Mel e Alecrim,
Poejo,
Hortelã,
Alecrim.
Passo a Passo | As fruta e a aguardente, são produtos que o meu avô e o meu pai produzem no Casal Álvaro Pires e o mel é do mesmo local mas adquirido a apicultores da minha família. A frutas são colhidas na época, em Novembro os Dióspiros, os Medronhos e as Maças. São colocadas a destilar em aguardente por um período não inferior a 30 dias. Quando a maceração está pronta a aguardente é junta a uma calda de açúcar fria, que passa por um processo de filtragem para posterior engarrafamento.
Apenas o licor de mel e chocolate têm uma preparação diferente, ou seja os produtos são fervidos e temperados a gosto e quando arrefecem junta-se a aguardente. Os doces são elaborados com a fruta e açúcar amarelo, a fruta é coberta com o açúcar e assim permanece durante 12 horas. Coloco o preparado numa panela onde vai a cozinhar em lume brando até estar tudo ligado. O doce é colocado de imediato em boiões previamente fervidos e fechado. O pote fica invertido durante 48h para fazer vácuo que dará mais durabilidade ao licor. O mesmo processo é utilizado para a castanha, só que esta é previamente cozida com erva doce.
Era uma vez | Esta é uma aventura recente. No Natal de 2009 , após participação numa feira para a qual foi convidada por alguns colegas que tinham conhecimento deste meu hobie.
O sucesso foi tão grande que os pedidos para licores e doces não têm parado. Há cerca de 2 anos e aproveitando os excedentes que as terras nos dão comecei a fazer licores principalmente para oferecer a amigos em datas especiais. Actividade esta que foi muito incentivada pelo meu avô que sempre produziu vinho, assim como o pai e o avô do meu avô, e que se entristece sempre que a grande variedade de frutos que temos, ficam no chão a estragar-se.
Vi nesta actividade um regresso às origens, o de transformar a herança dos meus antepassados num produto que apesar de não ter tradição no local, enaltece os frutos e sabores da Serra da Gardunha. A aprendizagem da concepção de licores foi completamente autodidacta, lendo livros sobre a matéria e falando com pessoas da região de Seia (terra do meu namorado) onde existe mais tradição nesta actividade. A produção dos doces foi-me ensinada pela minha avó com quem aprendi a fazer doce de tomate, marmelada e geleia de marmelo. Daí a utilizar a mesma técnica com outros frutos, foi um passo muito pequeno.
Capacidade de Produção | Variável
Pontos de Venda | http://tradicaodosabor.blogspot.com/
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