Artigos | Cântaros
Regadores
Fracela para queijo
Ferrada para ordenhar
Caldeiros
Candeias
Ancinhos para queijo
Ripador de abóbora
Ferrado para o leite
Almotolia para azeite
Assador para castanha
Escava terras para apanhar toupeiras
Mata-frangos
Baldes de poço
Esfradeiras
Braceiras
Caravelas espanta-pássaros
Materiais Utilizados | Chapa zincada
Folha de flandres
Alumínio
Cobre
Estanho para soldar
Arrebites
Era uma Vez | Começou a trabalhar aos 12 anos, com outras quatro pessoas. Esteve 2 anos a trabalhar na Casa do Povo como contínuo ganhando 50 escudos por mês, eram tempos de miséria. Quando decidiu estabelecer-se como funileiro, emprestaram-lhe 700 escudos, em 1952. Comprou uma afiadeira que custou 500 escudos. 'Na altura, havia muito negócio. Todavia, hoje em dia nas redondezas não há mais nenhum. Os antigos vão morrendo. O filho e o genro acharam que não valia a pena. Se aparecesse alguém disponível a aprender, eu até podia ensinar a arte. De Inverno ainda vai-se vendendo algo, agora de Verão é parado. Faço muitas candeias para os judaicos. Vendo muito assadores de castanha para revenda, mais para pessoas da terra. Vendo para muitos turistas espanhóis ainda.', afirma Alberto Pires. Não tem cartão de artesão da Serra da Estrela.
Dantes vendia muitos regadores, agora com o plástico quase não se vende nada. O que se vende é para agricultores ou para a produção caseira de queijo. Utiliza muito o latão, folha de Flandres, zinco e chapa zincada. Tem de encomendar os materiais do Porto, pois não se vendem na região. Mais uma vez, Alberto Pires diz 'É pena que as antiguidades acabem. No tempo do Cavaco Silva, ainda havia alguma ajuda, nomeadamente a isenção de descontos para a Caixa de Providência [Segurança Social]. Agora, não há nada disso.
A mim nunca me deram nenhum subsídio. O espaço é alugado à Câmara Municipal de Belmonte. O trabalho até nem é muito duro. Uma das novidades que surgiu são as caravelas para espantar os pássaros da cereja, tornou-se moda! Há muito tempo atrás quem me dava o ganho eram os quinteiros, mas muitos abandonaram e passaram a trabalhar na indústria. Há muito turismo na Cova da Beira. Eu gosto do que faço e tenho pena que acabe quando eu morrer'.
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